Programadores são mágicos
02/06/2009No último sábado, na Rede Globo, passou o filme “O Ilusionista”. Já havia visto ele antes, e gostei muito. Mas neste dia me veio à cabeça algo interessante.
Programadores são de certa forma ilusionistas.
O que ilusionistas fazem? Pegam o real, usam o talento, a destreza, a rapidez, inteligência entre outras virtudes e “modificam”, mostrando como trabalho final a ilusão.

E os programadores o que fazem? Transformam os códigos “estranhos” e “para loucos” (o real), segundo “pessoas normais”, no programa, sistema, site e cia (a transformação).

Porém, é óbvio que não é apenas isso. Para as duas profissões há muito mais complexidade do que foi citado. E lembre-se que não é mágica, pois nada acontece num estalar de dedos.
A mentira e seus tipos
16/04/2009Descobri esses dias uma parte do site da Uol destinada aos vestibulandos. Como prestarei vestibular de inverno para UFSC, estou estudando bastante.
Lá encontrei algo muito interessante, intitulado “Banco de Redações”. Neste local é posto uma vez por mês um tema e quem quiser elaborar um texto e enviar, se for selecionado, estará entre os 20 publicados mensalmente, devidamente corrigidos e comentados.
Tema de abril:
Mentira é doença, problema moral, necessidade ou brincadeira?
Em fevereiro de 2009, o mundo ficou espantado com a violência sofrida por uma advogada brasileira em Dübendorf, cidade da Suíça. Ela teria sido agredida e muito machucada por neonazistas, num ataque brutal de xenofobia (desconfiança, temor ou antipatia por estrangeiros). A jovem advogada teria, inclusive, sofrido um aborto de gêmeos, sendo encaminhada para o hospital em estado de choque. Até o presidente Lula declarou publicamente seu horror diante do acontecido. Poucos dias depois, contudo, o mundo inteiro se revoltou, ao descobrir que tudo era uma grande inverdade. Todos nós, certamente, conhecemos vários mentirosos. Por que eles existem? O que é, afinal, a mentira: doença, problema moral, necessidade irresistível, brincadeira? Ou o ato de mentir é provocado por todas essas razões?
Minha redação:
Quem de nós não conhece algum mentiroso? Acredito ser a pior pessoa, pois não se deve confiar, e confiança é algo precioso.
O mentiroso pode ser aquele sujeito que quando ouve uma história, a transforma numa estória. Quanto mais bizarra e incrível melhor, porque seu objetivo é impressionar e chamar atenção. Este eu diria ser o estilo “Forrest Gump”, o contador de histórias.
Há aquele que usa a mentira com má fé, como os falsos sequentradores, para extorquir dinheiro, ou os vendedores antiéticos que usam aquela conhecida frase: é original, eu garanto – como se a garantia tivesse valor.
Tem a mentira involuntária, praticada por pessoas doentes. Assim como a ninfomania e a cleptomania, exige um tratamento especial, pois as consequências podem ser graves.
Há também a mentirinha brincalhona, usada desde a infância e ensinada pelos próprios pais e professores. Esta evolui com o tempo, é usada por toda a vida, mudando – obviamente – as brincadeiras.
Percebe-se que há inúmeros tipos de mentiras e seus respectivos mentirosos. Elas mudam de acordo com a pessoa e com a ocasião, porém, nunca estaremos livres dela, seja ativamente ou passivamente. Maravilho seria, se possível, erradicar a mentira “ruim” e usarmos apenas a “boa”, ainda assim, com moderação.
Mais uma vez a indecisão bate à porta
25/03/2009Como posso em um começo de ano mudar tanto meus objetivos? Não sei se esse é um fator de muita gente, mudar de objetivo facilmente e ter dificuldades para chegar ao final do mesmo.
Janeiro eu pensava em fazer um curso técnico, já estava matriculado e tudo mais. Pesquisei sobre os salários e vi que não seria lucro para mim. Em fevereiro comecei a estudar focado para concurso, pensei bem e vi que esse era um bom rumo. Agora, um mês depois, devido a previsão da abertura da UFSC até junho, na minha cidade, resolvo me virar totalmente para o vestibular.
Toda vez que eu mudo o que quero minha cabeça vira um turbilhão de confusão. Penso se estou seguindo o caminho certo, se não vou quebrar a cara, se vou decepcionar pessoas importantes para mim, o que devo fazer de fato, etc. Desta vez coloquei os pés no chão, pois faculdade hoje em dia é necessário e mesmo com muita matéria e pouco tempo, com o apoio da minha família e principalmente da minha amada (peça principal para tal escolha), tenho certeza que conseguirei este feito e ingressarei na Universidade Federal de SC.
A todos que se sentem deslocados por terem esses problemas, saibam que não estão sós e que é muito importante ter alguém que te tire do mundo da lua e abra o teu olho para a realidade.
Abraços e boa sorte.
Descoberta do DDA?
17/03/2009Ontem, chegou o meu tão esperado CELD, da CMD. Como previsto, praticamente o li todo “numa sentada”.
Na parte que fala sobre cérebro, confesso que cochilei, não absorvi quase nada. Não sou muito chegado a “teoria”, prefiro a “prática”.
Chegando em DDA pensei: “ah vou pular, não tenho isso mesmo”, mas tive curiosidade, ou melhor, queria zerar o livro sem deixar nada para traz. Já havia lido sobre o assunto algumas vezes, ouvi o Edmo falar em seus podcasts, etc. mas nunca me liguei, aquela coisa de pensar, “isso não é comigo”. Quantas vezes deixei passar despercebido.
Porém, ontem, li as características e vi que algumas coisas se encaixavam. Fui ler para minha mãe e aí ficou muito claro, se eu não era um DDA eu era quase!
Tive uma sensação muito estranha, como se muita coisa agora tivesse sentido. Resolvi então me aprofundar, ler sobre o assunto e ver se era realmente verdade.
Pesquisei no oráculo (leia-se google) e achei a seguinte matéria: http://www.metas.com.br/add/add.htm
Vou citar algumas coisas, fui lendo e compartilhando com a minha namorada, ambos ficamos impressionados com a semelhança.
“Sua atenção tende a vagar e freqüentemente se desligam da tarefa, pensando ou fazendo coisas diferentes da tarefa a ser realizada. Ainda assim, uma das coisas que muitas vezes enganam clínicos inexperientes ao tratar desse distúrbio é que as pessoas com DDA não têm um âmbito pequeno de atenção para tudo. Freqüentemente, pessoas que sofrem de DDA conseguem prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes, interessantes ou assustadoras.”
Pra terem noção, eu sou obrigado a estudar de camiseta, mesmo no calor. Se fizer sem, provável que eu me distráia com meus pêlos, vendo se eu estou gordo, etc. E enquanto eu estudo, volta e meia me vejo vagando em outros pensamentos, tenho que reler algumas linhas umas 7 vezes e mesmo assim não absorvo.
“A falta de controle do impulso faz com que muitas pessoas que têm DDA se metam em enrascadas. Elas podem dizer coisas inadequadas para os pais, amigos, professores, outros empregados, ou clientes.”
“Em vez de pensar bem no problema, muitas pessoas que sofrem de DDA querem uma solução imediata e acabam agindo sem pensar.”
“Mesmo assim, devido à impulsividade e à falta de pensar antes de agir, muitas pessoas que têm DDA dizem a primeira coisa que vem à mente. E, em vez de pedir desculpas por terem dito uma coisa que magoou, muitas tentam justificar por que fizeram a observação que magoou, só piorando as coisas. Um comentário impulsivo pode estragar uma noite agradável, um fim de semana, ou mesmo um casamento inteiro.”
Sou muito impulsivo, essa semana mesmo magoei a minha namorada por bobagem que falei, tentando ajuda, mas foi bobagem. E ao invés de pedir desculpas, tentei explicar o porquê daquilo.
“Muitas pessoas que sofrem de DDA inconscientemente buscam o conflito como uma maneira de estimular seu próprio córtex pré-frontal. Eles não sabem que fazem isso. Não planejaram fazer isso. Negam que fazem isso. E ainda assim o fazem.”
Faço isso direito, invento motivo pra brigar.
“Uma vez tratei de um homem que ficava quieto atrás de um canto de sua casa e pulava de repente para assustar sua esposa na hora em que ela fosse entrar.”
Sempre que vou na casa da minha namorada, chego de mansinho pra assustar ela ou a minha sogra.
“Outra conduta de auto-estimulação comum em pessoas que têm DDA é se preocupar com ou se concentrar em problemas. O tumulto emocional gerado pela preocupação ou por estar aborrecido produz agentes químicos de estresse, que mantêm o cérebro ativo.”
Muitas vezes eu crio motivo pra ficar com raiva, estressado com algo. Até uma foto no orkut da minha namorada serve tanto pra eu ficar estressado com raiva tanto pra puxar briga.
“A energia e o entusiasmo de pessoas com DDA muitas vezes as leva a começar muitos projetos. Infelizmente, pelo fato de serem distraídas e dado o seu pequeno âmbito de atenção, prejudicam sua capacidade de completá-los.”
Quantas vezes começo um projeto e não termino. Pedi a conta de quantas vezes comecei a criar um blog e não terminei. Cheguei a fazer layouts inteiros, modificar templates trabalhosos, etc. pra chegar na hora e desistir.
Já quis fazer, ciências da computação, direito, administração, engenharia de alimentos, engenharia de materiais, engenharia química.
Fim do ano passado ia começar a fazer um curso técnico. Ia fazer de programação, na hora da matrícula resolvi fazer técnico em química. Começou o ano, faltando uma semana para começar, desisti e resolvi que estudar para concurso seria melhor. Pelo menos esse projeto eu pretendo ir até o final.
Entre outros. Foi mais ou menos um resumo. Mas quando eu paro pra pensar nos meus atos e vejo que tem muita relação com isso, fico pasmo. DDA não é só sobre aprendizado, descobri isso agora.
Vi que o que eu falava, era verdade. Quando eu dizia “foi involuntário isso que eu fiz”, “é como se fosse mais forte do que eu”, e parece ser verdade.
Mas ainda tenho dúvidas. Mas a confusão que eu sinto ainda é grande. Foi uma descoberta muito “forte”. Me emocionei em pensar de muita coisa que fiz errado, mesmo sem querer.
Abraços, falem o que acham.
Dicas de fantasias bizarras para o carnaval
14/02/2009O carnaval está chegando e o pessoal já começa a pensar em como se vestir para este evento, tão, tão, diga-se de passagem, bizarro.

Como em condições normais de temperatura e pressão alguém pode ficar assim?

Ops, não são pessoas fantasiadas!

Detalhe no meio das pernas

Faltou dinheiro? Faça você mesmo

Bem na moda, concordam?

O que seria o da direita?
Espero ter ajudado na escolha!
Porque rir faz bem
04/02/2009Nada melhor do que rir para afastar o estresse, o mau humor, a chatice do dia-a-dia.
Há um tempo fuçando o youtube, conheci o stand-up comedy, em português, comédia em pé. Nunca tinha visto aquele tipo de show, com cara limpa e falando do que acontece no cotidiano, criticando, tirando graça de quase tudo. Fiquei fascinado.
O primeiro artista que vi, foi o Rafinha Bastos. Nascido em 1976, gaúcho – sendo que ele mesmo tira sarro por esse fato -, formado em jornalismo e apresentador do “CQC”, da Band, juntamente de Marcelo Tas e Marco Luque.
Stand-up Rafinha Bastos
Continuei a pesquisar mais, estava com fome de rir e encontrei um anão gigante da risada, também do “CQC”, Oscar Filho. Ator, humorista e repórter. Nascido em 1978 em Atibaia – SP.
Stand-up Oscar Filho
Simplesmente vi todos os vídeos desses loucos, mas ainda não bastava, “eu sempre quero mais”. Achei o Danilo Gentili Júnior, outro da trupe “CQC”, mas esse eu tenho maior satisfação em falar, pois o trabalho que ele faz neste programa da Band é deslumbrante. O cara é literalmente, um sem vergonha.
Stand-up Danilo Gentili
Danilo – Reportagem
Danilo entrevista
Este aperitivo mostra que nosso humor não é só “Zorra Total”, que o objetivo é nos fazer trocar de canal, por tamanha sem graça. Temos piadas inteligentes e críticas, o que é raro no Brasil.
Dúvida na escolha do curso superior
03/02/2009Desde criança ouvimos dos pais aquela ladainha sobre profissão. Tentam nos influenciar para o que eles querem, geralmente medicina ou direito, mas relutamos e falamos o que queremos ser quando crescer. Meninas costumam falar que querem ser professoras ou atrizes, meninos escolhem ser policiais ou jogadores de futebol.
Quando viramos adolescentes e o papo fica realmente sério, é que a confusão começa. Os professores falam para seguirmos o que “gostamos” porque só assim nos realizaremos profissionalmente. Os pais dizem para escutar seus conselhos e escolher o que eles querem. A gente quer algo pensando na afinidade, porém, com medo de ser um engano ou que não tenha mercado de trabalho. E quando vamos tentar tirar a dúvida e fazer o famoso teste vocacional, dá algo que não havia aparecido ainda, confundindo mais ainda.
Parando para analisar: os pais querem Direito, os professores falam para seguir o que gostamos – Ciências da Computação, mas eu quero Engenharia de Materias e o teste vocacional mostra Química. O que acontece na cabeça do aborrecente? Fica a ponto de explodir.
A “criança” que é de uma família com dinheiro dá para “testar”. Muitos começam o curso que o papai falou, troca para o que ele gostava e depois ainda muda para o qual ele no fundo queria. E se não fosse a impaciência da mamãe com o filho que se continuar assim nunca irá se formar, ainda iria testar o curso que o teste vocacional indicou.
Já a “criança” pobre, depois de passar por todos esses conflitos cefálicos, descobre que não vai ter dinheiro para fazer a sonhada faculdade e mesmo já tendo escolhida como firmeza, só a começará quando conseguir um emprego que a banque. Muitos nunca realizam, vira utopia. Alguns começam algum curso profissionalizante ou técnico para ter um currículo mais visado e assim ter um salário adequado para a inclusão na universidade.

Se está difícil aqui, imagina quando tiver de escolher a profissão!
A verdade é que essa indecisão atrapalha e muito, o mercado de trabalho atual também não é nada a favor. Penso que qualquer curso superior é bem-vindo, porém, tem que estar disposto a se matar de estudar, ser o melhor no que faz e não ter medo de respirar novos ares. Algumas vezes é necessário ir a lugares onde a demanda para sua profissão é maior.
Falei praticamente apenas do lado chato, dos azarados, mas há aqueles que são decididos, sabem desde cedo o que vão fazer, e se não tem condições de começar a faculdade, dão um jeito, estudam até passar numa universidade federal e vão à luta.
O ponto chave é que só estudando chegamos a algum lugar e que se não temos certeza por qual caminho seguir, devemos ler, nos informar, nos interessar e se escolhermos o lado errado, nunca é tarde para recomeçar e escolher mais sabiamente.
Rafinha Bastos e Caco Ciocler – Quase irmãos
02/02/2009Tenho acompanhado regularmente pelo youtube as comédias em pé, também conhecida como stand-up comedy. Lá “conheci” o Rafinha Bastos, grande comediante do estilo, um dos melhores, e que faz o CQC na Band.
Desde princípio, pensei que já o tinha visto em alguma novela talvez. Ele não me era estranho.
Esses dias estava dando uma olhada na novela global “Caminho das Índias” e vi o ator Caco Ciocler, na hora caiu a ficha. Poder ser que eu seja louco, mas eu acho os dois muito parecidos, até a voz na minha opinião é semelhante.

Rafinha

Rafinha

Rafinha

Caco

Caco

Caco
Espero que eu não precise de óculos.
TV aberta, sinônimo de mediocridade
02/02/2009O que fazer quando não há o que fazer? Quando eu não usufruía da maravilhosa internet, a resposta seria “assistir televisão”. Hoje se eu ficar uma hora na frente do aparelho, eu piro. Isso porque tenho TV aberta, a fechada já é outro nível, sempre há algo de interessante e que acrescente algo sem ser asneira. Porém, a pública bate recorde de m/h, mediocridade por hora.
Não gosto de generalizar e falar só o que penso, as pessoas não são iguais, mas na maioria dos casos, as pessoas são semelhantes aos programas que assistem, é como “me diga com quem andas que te direi quem és” adaptado para “me diga o que assistes que te direi como és”.
Estamos numa fase que até os desenhos animados ficaram ruins, ainda prefiro assistir as velhas séries e os antigos desenhos do que os atuais. Há quem não goste de “Chaves”, mas é algo que eu via várias vezes o mesmo episódio e não enjoava. O mesmo acontece com “Um maluco no pedaço” e “Eu, a patroa e as crianças”. Não são espetaculares, mas que é muito melhor do que “Hannah Montana” pode ter certeza.
Os jornais continuam “bons”, não há muito que mudar neles. Mas conseguiram acabar com o “Fantástico”, agora nele só tem baboseira, quase tudo virou um reality show. É concurso de beleza com “paredão”, é família imbecil com características “anormais” aprendendo a administrar o dinheiro. O “Domingo espetacular” da Record assumiu o que o “Fantástico” fazia, é até uma lástima quando acaba e temos que voltar a programação normal vendo o resto da “diarréia global”.
E o BBB? O que é aquilo? Se o Fantástico é a diarréia o “Big Brother Brasil” é uma virose completa. Esse sim é um programa símbolo do nosso país. Ele é uma mistura de burrice, mediocridade, futilidade, vulgaridade e tudo que for ruim da TV brasileira num só programa. Só um povo como o nosso é capaz de ficar vidrado com tamanha idiotice, se bem que, para quem é, está perfeito.

Quanta criatividade ein!
Chico Anízio diz que “há programas de humor e programas de mau humor”, os de humor são difíceis achar, já os de mau humor, têm aos montes. Como que “Zorra Total” permanece no ar tanto tempo? E sem nenhuma evolução? Muito pelo contrário, cada ano ele está pior. Piadas surradas, histórias idiotas e sem nexo. Os de bom humor que conheço são “CQC” da Band e o “15 minutos” da MTV, programas baseados na crítica dos acontecimentos, seja na política, religião e cotidiano de pessoas comuns.
Esta é a TV aberta, há mais motivos para não assistir do que alimentar a ignorância.

Escrito por Marcelo Cajueiro
Escrito por Marcelo Cajueiro
Escrito por Marcelo Cajueiro